quinta-feira, outubro 28, 2004

POESIAS III

Não gosto de finais...

Não gosto de inícios....

Gosto do que fica entre...

(Estou cansada de andar a iludir-me. Estou cansada que me iludam).

Será que é possível o amor?


SEPULCRO DE SONHOS

No silêncio dos risos que calaste
Será possível pensar que acabou
O que nem sequer se começou
Subsistindo na ilusão que criaste

Será legítimo dizer que mudaste
Se apenas soube ser a que sobrevoou
E nunca aquela que desvendou
O enigma da tua mente-contraste?

Por vezes, muitas vezes… Quantas…
Muitas vezes, demasiadas… Tantas…
O que quis de ti me foi negado

Ficaram os fantasmas no lugar
Dos sonhos que não foram a enterrar
A minha vida é um local assombrado…

3 Comments:

Blogger X said...

Possivel é, mas garanto que não é, nem simples nem fácil.
Não gostas de extremos...mas o amor não cai do céu, tanto o inicio e o fim, são os periodos de introspecção que temos antes da decisão final, sem eles seria impossivel saborear o meio.

3:16 da tarde  
Blogger Hipatia said...

Pergunto-me várias vezes a mesma coisa: será (ainda) possível o amor? Depois, respondo a mim mesma: amar é um exercício de vontade. Há que querer. A passividade pode ser destrutiva. Nunca ninguém nos prometeu que seria fácil e, ao fim de diferentes tentativas inglórias, podemos quase chegar a convencer-nos de que é impossível. Resta-nos apenas a vontade para focar ainda os olhos na esperança...

4:14 da tarde  
Blogger Caliope said...

Não quero ser pessimista, mas estou tentada a render-me ao pensamento de que o amor é um acto solitário. Quando nos é dado a conhecer o amor, não obtemos reciprocidade. O amor é possível, mas não em simultâneo. Um amor não correspondido não deixa de ser amor...

12:38 da tarde  

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