terça-feira, dezembro 14, 2004

IX- A PONTE

Somos dois seres estranhos e sós
Sozinhos vivemos. Sós desvendamos
Os sons que gritamos a uma só voz
No dialecto que os dois inventamos.

Que clarão foi aquele? Veio de nós
A chama onde só nos queimamos
Sem suspeitar o que haveria após?
Sozinhos chegamos. E sós ficamos.

Silêncio? A fogueira já não arde?
Ou encontramo-nos mais tarde?
À sombra dos eucaliptos esguios

No local da ponte antiga que ruiu
Aquela que outrora existiu e uniu
Dois seres sós, mudos e frios.


Há uma ponte que une duas pessoas, no amor, na vida e nos sonhos...

A minha ponte aparece em dias de Sol, quando estou longe em dias de chuva.
E eu, apressada, regresso. E descubro que chove agora aqui e faz Sol no local onde eu estava...

E nestes percursos olho para o ceú, à procura de um arco-íris (não deveria existir um arco-íris na fronteira dos meus mundos?)...

(Não o encontrei... Ainda)

4 Comments:

Blogger Ardente_Mente said...

pon
te
so(l)
ponte
[chuva]
pon
te
forma
(in)completa
arco-
íris
forma

5:48 da tarde  
Blogger delArte said...

É necessário que a chuva e o sol se conjuguem para que o arco-íris se mostre em todo o seu esplendor.
como encontrar o equilíbrio que permita o seu apreciar?
continuemos a busca :)

6:32 da tarde  
Blogger Hipatia said...

A fronteira entre a luz e a sombra é sempre ténue... como um estado de humor. Não vale forçar a passagem. Nuns dias há sol; noutros nem por isso. Mas há sempre a promessa de sete cores e um paraíso :)

8:50 da tarde  
Blogger Caliope said...

Hum.. Promessas... Esperanças...
(Estou cansada.. Será que tenho força)

11:02 da manhã  

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