segunda-feira, dezembro 27, 2004

PONTO FINAL. PARÁGRAFO


Nunca tive espaço para a dor.
Quer dizer, choro sempre no final
De todas as histórias de amor,
Mas isso não é nada de especial.

Um dramazinho sempre dá sabor
“Vou morrer, não me deixes, coisa e tal”
Era giro dar-lhe mais valor,
Mas, como vês, não morri afinal.

É que a história de Isolda e Tristão
O tempo de Abelardo e Heloísa
(Suspiro) ... Ser Julieta e Romeu

Só têm piada porque são de ficção
Na vida real, o que se precisa
É de saber que: se não deu, não deu.

3 Comments:

Blogger nobody said...

Parabéns pelo Blog!
O sarcasmo muito bem escrito e descrito (estes dois últimos textos são muito bons)!

7:38 da tarde  
Blogger Marta said...

Se o sentir fosse assim tão linear...
Gostei muito.
Beijo

9:21 da manhã  
Blogger Caliope said...

Nobody:
Vou rindo de mim mesma, uma vez que não consigo ficar indiferente a determinadas situações. Sempre é mais dignificante do que a habitual tendência para a vitimização... ;-) Mas se for preciso chorar, também choro.. (Desde que ninguém veja...)

Um beijinho
__________________
Marta:
Basta querer, poxa!
De que vale andar para aí a chorar pelos cantos por quem não nos merece?

Beijinhos. Muitos

5:40 da tarde  

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